AOS 71 ANOS
MORRE PAVAROTTI

Publicação: Folha Online 06/09/07

Artistas e políticos prestaram homenagens ao tenor.
O presidente americano, George W. Bush, e sua esposa,
Laura, se juntaram ao coro global através de nota à imprensa.

"Luciano Pavarotti foi um dos cantores de ópera mais talentosos
e mais aclamados de todos os tempos", disse o casal em
um comunicado divulgado em Sydney, onde participa
de uma cúpula do Fórum de Cooperação Econômica
Ásia-Pacífico.

O maestro Zubin Mehta, amigo próximo de Pavarotti
há mais de 40 anos, comentou que o italiano "tinha uma
voz inconfundível, como o som de um Stradivarius, e
principalmente um controle absoluto e pronúncia perfeita.
Era ideal para nós diretores".

 


"Sobretudo, foi um homem que deu ao seu país
[Itália] muito mais do que o seu país lhe deu
em troca.
São palavras para todos e para ninguém,
e aqueles que têm ouvidos para entender,
que entendam", disse o cantor italiano
Andrea Bocelli.

A soprano espanhola Montserrat Caballé
lamentou, chorando, a morte de seu
"amigo de alma", Luciano Pavarotti,
um "ser único, de imensa bondade"
e cuja desaparecimento significa uma
"perda muito grande para o mundo lírico".


Na Áustria, uma bandeira preta, em sinal de luto,
foi hasteada na Ópera de Viena.
A honra é pouco habitual e está reservada
normalmente aos membros honorários.
O diretor do teatro vienense, Ioan Holender,
lamentou a morte da "voz mais bela" de nosso tempo.

A diretora do festival de Salzburgo, onde Pavarotti
cantou em numerosas ocasiões, também
falou de uma grande perda. "Pavarotti era um
desses artistas excepcionais que, desde a primeira
nota entoada podem agradar ao público e à imprensa",
declarou Rabl-Stadler.

A cantora argentina Mercedes Sosa disse sentir-se
"profundamente afligida" pela morte de Luciano Pavarotti,
embora tenha afirmado que o tenor italiano gostaria
que fosse lembrado "com alegria".



O histórico concerto dos três tenores


Sosa lembrou o tenor como "um cavalheiro",
com o qual disse ter "desfrutado de cada trabalho"
e que a "honrou" fazendo-a participar de "suas confidências".

"Como cada amante de música no mundo todo,
desfrutei do prazer de ouvir Pavarotti em suas
notáveis interpretações, lá no início dos anos 70.
Nunca imaginei naquela época que nossos caminhos
se cruzariam em um palco", declarou à agência
oficial argentina "Télam"
.


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