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NAZARETH,
O BRASILEIRO Parte III |
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SÉRGIO VASCONCELLOS CORREA
Compositor, Professor do Instituto de Artes da Unesp
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Nesta
terceira e última parte apresentamos as características
de mais dois gêneros constantes da obra de Nazareth: o Maxixe e
o Choro, completando, assim uma retrospectiva geral a respeito do compositor
e sua importância no cenário da música brasileira.
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MAXIXE Características principais:
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Em sentido
genérico é um conjunto Instrumental urbano, composto quase sempre por
um solista e grupo acompanhante. |
| Hoje, como forma musical, apresenta as seguintes características: 1.Esquema formal: forma ternária de canção (A - B - A). Muitas vezes apresenta a forma de rondó (A-B-A-C-A) e mais raramente apenas uma seção (A). 2. Tonalidade: maior ou menor. 3. Compasso: binário simples (2/4). 4. Andamento: geralmente bastante rápido, adequado para a exibição de virtuosismo instrumental. De acordo com Ernesto Nazareth, o andamento dos CHÔROS deve ser: |
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| 5. Ritmo predominante: qualquer dos citados anteriormente, já que o que
caracteriza os choros, antes de tudo, é a organização instrumental e os
andamentos exageradamente rápidos das execuções. Um exemplo disso é o célebre
"Apanhei-te Cavaquinho* - indiscutivelmente uma polca - na qual Nazareth
procura sugerir um duelo virtuosístico entre uma endiabrada flauta (mão
direita), que em seu estonteante malabarismo parece dizer ao cavaquinho
(mão esquerda): "desta vez eu te peguei", ou seja: "Apanhei-te, cavaquinho"
(maneira de falar da época). Bastante comum é também o seguinte desenho melódico-rítmico, encontrado em muitos choros mais recentes: |
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Relação de obras (manuscrito do autor) |