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Seção
do Estudante - História da Música OS MÚSICOS DE FEVEREIRO |
| Aniversariantes
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| Camargo Guarnieri (1907-1993) Nasceu
em Tietê, SP no dia 1 de fevereiro de 1907. |
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| Em defesa de uma arte brasileira autêntica, publicou, em 1950, uma Carta Aberta aos Músicos e Críticos do Brasil. Revoltava-se contra o atoleiro em que se encontravam os jovens compositores influenciados por Koellreutter, alertando-os para o fato de que aquelas técnicas haviam destruído os princípios básicos de toda cultura musical européia. Coerente com essa posição, foi o único compositor brasileiro a manter um curso de composição com o intuito de formar artistas conscientes das questões da música nacional quanto à estética, à linguagem e aos meios de realização. Em 1975, um grande sonho se realizou. Passou a ser o diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. " (...) É o maior prêmio da minha vida, ter uma orquestra para dirigir." Guarnieri compôs uma vasta obra, atingindo mais de setecentas peças, sendo um dos autores nacionais mais interpretados no exterior. Foi agraciado com inúmeros prêmios, condecorações e medalhas, somando mais de cem títulos nacionais e estrangeiros. Foi premiado também em mais de dez concursos nacionais e internacionais de composição. Mozart Camargo Guarnieri faleceu a 13 de janeiro de 1993, aos 85 anos, em São Paulo, logo após ter sido agraciado com o prêmio "Gabriela Mistral" pela OEA (Washington), considerado o Nobel das Américas, com o título de "Maior Compositor Contemporâneo das Três Américas". Crédito: http://www.bn.br/fbn/musica/guarnieri/guarnie4.htm |
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Felix Mendelssohn (1810-1849) Jacob Ludwig
Felix Mendelssohn Bartholdy nasceu em |
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José Antonio
de Almeida Prado (1943 - 2011) Considerado
um dos expoentes da criação musical |
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Alban Berg (1885-1935) Alban
Maria Johannes Berg nasceu em Viena em |
| Berg foi durante toda a sua vida, homem de saúde delicada, sujeito a várias doenças e alergias. A picada de um inseto causou uma intoxicação no sangue e a morte do compositor, no dia 24 de dezembro de 1935, em Viena. Berg é o único compositor do grupo de Viena (Schönberg e seus discípulos mais chegados, Berg e Anton von Webern) que teve posteriormente bom sucesso e plena aceitação pelo público. Um crítico formulou esse fato da maneira seguinte: 'Berg é a melhor obra de Schönberg'. Na verdade, sua arte é menos intransigente que a de Schönberg e menos absoluta que a de Webern. Permite associações literárias e, no sentido mais amplo da palavra, sociais, que facilitam a compreensão e provocam o interesse mesmo dos que não conseguem acompanhar o desenvolvimento musical. Berg é, entre os três, o mais expressionista, não renegando um vestígio de romantismo. A obra capital de Berg é a ópera Wozzeck, terminada em 1921. Usou como libreto o texto integral do drama Wozzeck, escrito em 1836 pelo dramaturgo Georg Büchner (1813-1837), que os expressionistas tinham redescoberto. O enredo aproveita um crime passional, perpetrado no tempo de Büchner, por um soldado, humilhado e maltratado. Inspirou simpatias aos expressionistas e aos sentimentos sociais de Berg. À abrupta e deliberadamente incoerente forma dramática da obra e aos seus elementos folclóricos e revolucionários corresponde uma música que ainda, não dodecafônica, mas atonal. Mas esse atonalismo, assim como o romantismo revolucionário do drama, é, na ópera de Berg, disciplinado pela adoção de formas rigorosas da música pré-clássica. A obra, embora pioneira, é a artisticamente mais perfeita que saiu da escola de Schönberg. Wozzeck foi, na época, recusado pelos teatros de ópera. Berg avançou ainda mais, adotando o dodecafonismo do seu mestre, primeiro na ária para concerto O vinho (1929), cuja letra é a tradução, para o alemão, de um poema de Baudelaire. Os últimos anos de sua vida Berg dedicou-os à composição da ópera Lulu, a primeira ópera em estilo rigorosamente dodecafônico. Escreveu ele próprio o libreto, condensação das duas peças Espírito da terra (1903) e A caixa de pandora (1904) de Frank Wedekind. É obra de um realismo inédito no teatro de ópera, dir-se-ia escrita em estilo coloquial. A ópera ficou incompleta, sendo que a última cena sé existe em forma de uma peça orquestral. Berg não chegou a terminar o trabalho, porque os últimos meses de sua vida foram ocupados pela composição do Concerto para violino (1935). Esse concerto, escrito em técnica dodecafônica, é uma das obras principais da escola de Viena e da literatura violinística moderna. Berg, que teve tão pouco sucesso em vida, é hoje um dos compositores modernos mais executados. Wozzeck é a única ópera moderna que se mantém permanentemente no repertório das grandes casas de ópera, tendo sido aceita pelo público. O Concerto para violino é uma das obras mais executadas da música moderna. A crítica musical explica esse sucesso, algo inesperado, do compositor, pelo seu romantismo inato. Por isso mesmo as novas gerações de músico s preferem a arte mais severa de Webern. Crédito: http://www.classicos.hpg.ig.com.br/index2.htm |
| Arcangelo Corelli (1653-1713) Arcangelo
Corelli nasceu em Fusignano a 17 de fevereiro de 1653. | ![]() |
| Por suas qualidades como homem e músico, desfrutou de estima e admiração de seus contemporâneos, sendo de notar a amizade que lhe dedicou a rainha Cristina da Suécia. Em pouco tempo Corelli alcançou sólida reputação junto aos altos círculos de Roma, não lhe faltando inúmeras homenagens. Chamaram-no de 'arcanjo mesmo' e 'verdadeiro Orfeo'. Experiências humilhantes como intérprete levaram Corelli a um recolhimento melancólico. Morreu em Roma, a 8 de janeiro de 1713, mas nem por isso deixaram de lhe homenagear a memória. Foi sepultado no Panteão de Roma, perto de Rafael. Suas obras para violino e cravo, em nobre estilo clássico, foram, durante o século XVIII, usadas para fins didáticos, enquanto hoje se lhes reconhece grande valor estético. Considerado fundador da escola clássica do violino, exerceu influência moderadora num momento de grande entusiasmo pelo virtuosismo. Foi Corelli que emancipou o violino das funções de mero acompanhador, completando o processo de dignificação do instrumento iniciado com a genialidade artesanal dos Stradivarius, Guarnieri, Amati. Estabeleceu as bases de uma literatura violinística onde a sonata-forma, pioneira da música moderna instrumental, já se anuncia. É uma sonata a sua obra mais conhecida até hoje: A folia, que integra uma coletânea compreendida no Op. 5 (1700). O significado de "folia" talvez venha a ser o de uma dança espanhola de grande nobreza. Também o concerto grosso teve de Corelli um tratamento ampliador no gênero, destacando-se o Concerto Grosso n.º 8 Op. 6 (1714). Crédito: http://www.classicos.hpg.ig.com.br/index2.htm | |||
onde o rei violoncelista reunira outros compositores e executantes do instrumento. Qualquer que tenha sido o emprego, chegou ao fim com a morte do rei, em 1797. Boccherini morreu em Madrid em 28 de maio de 1805, e registros da época indicam que estava vivendo na miséria, ou mesmo na indigência. Entretanto, não vivera sem patronos, inclusive o embaixador francês em Madrid, Lucien Bonaparte. O violoncelista e compositor italiano Luigi Boccherini foi, em vida, freqüentemente comparado com Haydn, especialmente em sua música de câmara. Atualmente, é visto em uma perspectiva bastante diferente, embora uma ou duas de suas obras continuem extremamente populares. Escreveu um Stabat Mater de emoção profunda, uma ópera, La Clementina, o muito conhecido Concerto para violoncelo em ré maior, sonatas para violoncelo, e sobretudo 120 quintetos para cordas, além de 100 quartetos para cordas, 60 trios, 20 sinfonias, 21 sonatas para violino, uma cantata de Natal, uma missa, etc. O minueto do Quinteto para cordas em mi maior talvez seja a peça mais conhecida da música tipicamente rococó. Ultimamente assiste-se a renascença de outros quintetos, mais profundos e escritos com muita arte, como o Quinteto n.º 5 em sol maior Op. 60. Crédito: http://www.classicos.hpg.ig.com.br/index2.htm | |||
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George Friedrich Händel (1685-1759) George
Friedrich Händel nasceu em Halle a 23 de | ![]() |
| Aos onze anos já era um mestre no órgão, violino, cravo e outros instrumentos e começara a compor. Em 1703 transferiu-se para Hamburgo, então o centro teatral da Alemanha. Ali se encenou sua primeira ópera, Almira (1705), que lhe valeu várias encomendas, conseguindo recursos com os quais, mudou-se para a Itália (1706). Conheceu o sucesso, como compositor de música sacra, de música de câmara, de oratórios e de óperas, em Roma, em Nápoles e Veneza, onde rivalizou, em prestígio, com o grande Alessandro Scarlatti. De volta à Alemanha, foi então convidado pelo príncipe-eleitor de Hannover, George Ludwig, para ocupar o cargo de mestre de capela na sua corte, em 1710. Essa circunstância o levou para a Inglaterra, onde compôs a ópera Rinaldo. Händel se sentiu mais fascinado pelo centro musical de Londres, para onde viajou antes de assumir o cargo em Hannover. Dividiu seu tempo entre as duas cidades, fixando-se em Londres em 1713, vivamente prestigiado pela corte da rainha Ana. Em 1714, com a morte da rainha, ascendeu ao trono inglês, como rei George I, o eleitor de Hannover. Händel tornou-se o músico principal da corte: em seus primeiros tempos em Londres o compositor conheceu grande êxito com as suas óperas. De volta a Hannover, em 1717, compôs A Paixão. Mas logo retornou para Londres, designado mestre de capela pelo duque de Chandos. Compôs o oratório Esther e várias obras sacras. Foi professor de música das princesas de Gales em honra das quais compôs as Variações harmônicas para cravo. Foi regente do teatro Haymarket, como maestro da Academia Real de Música (1720), desenvolvendo intensa atividade, compondo óperas em estilo italiano que obtiveram sucesso. Representou a ópera Radamés, seguindo-se Sansão e Josué. Naturalizou-se em 1726, quando já era considerado compositor oficial da corte inglesa. Em 1728, com o êxito de A ópera dos mendigos, que ridicularizava a ópera italiana, Händel viveu momentos difíceis: sua popularidade decresceu cada vez mais, pois estava preso a uma fórmula que já não agradava mais ao público. Mas, embora abandonado pelos financistas e cheio de dívidas, prosseguiu obstinadamente na criação e encenação de suas óperas. Em 1737 foi atingido por uma paralisia parcial, e em 1738, sua companhia de óperas foi à falência. Händel abandonou o gênero para dedicar-se aos oratórios. E foi um desses, Judas Macabeus (1747), escrito para celebrar a vitória inglesa contra os rebeldes escoceses, que o conduziu a um novo período de popularidade. Seus últimos anos, entretanto, foram prejudicados pela cegueira progressiva. Mas o compositor continuou a trabalhar como organista e como regente de seus oratórios. Händel continuou demonstrando grande energia e, dias antes de sua morte, ainda dirigiu O Messias, no Convent Garden. Händel morreu em Londres a 14 de abril de 1759. Está sepultado na abadia de West Minister. Händel x J.S.Bach - A música (e às vezes a personalidade) de Händel costuma ser comparada e confundida, pelos leigos, com a do seu contemporâneo J.S.Bach. Ambos se parecem em seu gigantismo, ambos restabeleceram a ordem no caos resultante do experimentalismo do século XVIII, ambos tiveram na fé luterana a motivação profunda para sua música religiosa e ambos reconstruíram em maiores dimensões a polifonia vocal, tendo como origem a polifonia instrumental da música para órgão, pois foram ambos grandes virtuoses desse instrumento. Essas semelhanças talvez justifiquem a comparação, mas Händel e J.S.Bach foram personalidades muito diferentes. Enquanto o segundo ficou restrito a um ambiente provinciano, Händel foi homem da grande sociedade de Londres. Como músicos são também diferentes. Händel, compositor mais do tipo vocal, tinha preferência marcada pelo gênero grandiloqüente da ópera, que nunca atraiu J.S.Bach. A música religiosa dos grandes oratórios de Händel é muito menos interiorizada do que as cantatas de J.S.Bach. A música de Händel, grandiosa e triunfante, foi a maior realização do ideal barroco, o de empolgar os sentidos. Como músico instrumental Händel parece às vezes superficial, na pintura de grandes afrescos, mas o colorido de sua orquestra é irresistível. Händel foi um grande mestre do artifício construtivo. Não hesitante, nesse sentido, em se repetir sem escrúpulos, utilizando indiferentemente o tema de uma canção erótica em um de profundis, por exemplo, ou em se apropriar de temas de outros compositores como se fossem seus, fundindo-os em um estilo homogêneo. Sua arte foi, assim, a de um mestre universal, numa época em que a música não conhecia fronteiras nacionais. É a arte de síntese, que funde elementos de várias nacionalidades, como a melodia da ópera italiana, a polifonia da música religiosa alemã e os ritmos de danças franceses. Esta síntese monumental estava a serviço da força expansiva de sua música e de seu temperamento dramático. Muito mais do que J.S.Bach, que era espírito contemplativo, Händel encarna a essência do Barroco, com a sua energia e impetuosidade, com a sua síntese de contrários. Música litúrgica - Algumas das primeiras composições de Händel foram de música litúrgica, mas é no seu período inglês que surgem as obras-primas nesse gênero. Händel seguiu a tradição de Purcell, compondo música para uso da Igreja anglicana. A primeira dessas obras, o Te Deum e Júbilo à Utrecht (1713), celebrando o tratado de paz na cidade de Utrecht, é purcelliana. Mas já são obras-primas muito pessoais os Hinos de Chandos (12) (1721), para a capela de Lord Chandos, e os Hinos da coração (4) (1727), para a cerimônia de coroação de Jorge II. Merecem ainda destaque o Hino fúnebre (1737) e o Te Deum Dettingen (1743), este último, celebrando uma vitória inglesa, a mais poderosa de suas obras litúrgicas. Óperas - O temperamento dramático de Händel encontrou na ópera o que lhe parecia ser a expressão ideal. Deixou algumas dezenas de obras no gênero. O estilo operístico de Händel foi o mesmo da opera seria de A.Scarlatti, sua influência decisiva. Händel aceitou todas as convenções desse estilo: a construção baseada numa seqüência de árias e recitativos, o uso de sopranos masculinos, etc., e por isso sua ópera cansou, depois, o público inglês. Das suas óperas sobrevivem trechos que integram coleções de arie antiche para os cantores. A mais célebre é a ária Ombra mai fu, da ópera Serse (1737). Na universidade de Göttingen houve por volta de 1920 um movimento de renascença das óperas de Händel. Só algumas óperas foram desenterradas: Agripina (1709), Rodelinda (1725), Ottone e Teofano (1723), Tamerlano (1724), Orlando (1732), Ézio (1733) e sobretudo Júlio César (1724), sua obra-prima no gênero, que ainda permanece como um espetáculo de grande poder dramático. Um movimento a favor da renascença das óperas de Händel continua atualmente na universidade de Halle. Oratórios - Foi no oratório que Händel encontrou a sua expressão congenial. Seus oratórios não divergem muito, estilisticamente, de suas óperas, mas neles é fundamental o tratamento polifônico dos coros, que predominam, apesar da beleza de muitas árias. Essa polifonia não é evolução direta da polifonia vocal do século XVI, mas tradução, em vozes humanas, da nova polifonia instrumental do Barroco. A arte do órgão, instrumento polifônico, transferiu-se para a música vocal. Os oratórios de Händel estão no centro de sua obra vocal. Escreveu duas dezenas de oratórios, mas só alguns sobrevivem no repertório moderno. Embora o primeiro desses oratórios ainda seja do período italiano, só na Inglaterra é que Händel se dedicou fortemente ao gênero. Nem todos são hoje ouvidos integralmente. De Belshazzar (1747), Joshua (1747) e Jephta (1751), cantam-se árias em concertos. Quatro oratórios figuram-se com maior ou menor freqüência nos repertórios das associações corais: Saul (1737), onde aparece pela primeira vez uma marcha fúnebre; Sansão (1742), em que se destaca a grandiosa ária Total eclipse; Israel no Egito (1739), cuja força dramática repousa nos coros; e Judas Macabeus (1747), grande epopéia bélica. Os oratórios de Händel são paradoxalmente mais dramáticos do que as suas óperas e muitos seriam representáveis no palco. As grandes exceções são Israel no Egito e O Messias (1742), este último a mais conhecida obra de Händel, tendo atingido grande popularidade o coro Aleluia. O Messias, que, mais do que uma narração da vida do Salvador, é uma meditação sobre a sua vinda ao mundo terreno, não é um oratório típico de Händel, mas é o ponto culminante de sua grande construção polifônica. Música vocal profana - A obra de Händel não apresenta divisão rígida entre o sacro e o profano e o compositor sempre alternou entre as duas tendências. Entre as óperas e obras corais seculares, é obra de transição Acis e Galatea (1718), idílio arcádico, às vezes encenado no palco. Grandiosa é a transposição musical da ode de John Dryden, A festa de Alexandre (1736). A música sobre o célebre poema de John Milton L'allegro e il penseroso (1740) pode ser definida como um oratório profano. Händel escreveu ainda numerosas outras obras vocais profanas, destacando-se as cantatas para voz e contínuo, das quais a mais impressionante é La Lucrezia. Música instrumental - Menos numerosa e menos essencial para a compreensão de Händel, mas não sem importância, é a sua obra instrumental. Na música orquestral se destacam, com grandes intervalos de tempo, as suítes festivas Música aquática (1717) e Concerto para fogos de artifício (1749). São obras ocasionais, os maiores exemplos da arte orquestral de Händel. Também muito divulgados são os concertos grossos, sobretudo os Concertos Grossos Op. 6 (12) (1739), grandes concertos que revelam em Händel um sucessor de Corelli e Vivaldi. Destaque especial merecem os concertos para órgão, que não sofrem comparação com a música litúrgica de J.S.Bach para o órgão, pois são fantasias virtuosísticas para um instrumento menor, o órgão inglês de câmara, sem pedal. O mais famoso é o Concerto para órgão n.º 4 em fá maior Op. 4. Händel deixou ainda muita música instrumental de câmara. Compôs bastante na forma preferida da época barroca, a trio-sonata, para violinos, flauta ou oboé e o cravo. A diferença instrumental entre as sonatas e os concertos não era grande, mas Händel evoluiu quanto à forma, incorporando cada vez mais ritmos leves de dança, como demostram as Trios-sonatas Op. 5 (7) (1739). Merece referência, finalmente, sua numerosa obra para cravo, destacando-se 2 conjuntos de suítes, de 1720 e 1733, e um conjunto de 6 fugas, de 1735 (as datas são só aproximadas), suas maiores contribuições para o instrumento. Crédito: http://www.classicos.hpg.ig.com.br/index2.htm |
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Arrigo Boito (1842-1918) Arrigo
Boïto nasceu em Pádua (Itália) |
| Boito
foi o autor de Hino das Nações, musicado por Verdi. Começou a escrever o libreto da ópera Maria Tudor, abandonando-o na metade. Escreveu 2 cantatas - obras da juventude e 2 óperas: 0 Mefistofele (Scala, 1868) e Nerone (inacabada, Scala, 1924). Boïto morreu em Milão, em 10 de junho de 1918. Créditos: http://www.classicos.hpg.ig.com.br/index2.htm e http://www.bn.br/fbn/musica/cgboito.htm |
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Gioacchino Rossini (1792-1868) Gioacchino
Antonio Rossini nasceu em Pesaro a |
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Rossini,
embora jovem, passou a ser respeitado como um grande compositor. Não poderia ser diferente: em apenas dezesseis meses escreveu sete óperas, seis delas cômicas. No ano seguinte, seu trabalho foi reconhecido internacionalmente. A principal peça deste período é a dramática Tancredo (1813). Foi a farsa cômica A italiana em Argel, também composta nessa fase, que Rossini se tornou conhecido como um compositor ousado, fundindo expressão lírica e recursos dramáticos com a melodia límpida e harmonia rica. Mas a carreira de Rossini também experimentou algumas ondulações. Depois da brilhante etapa de estréias, produziu composições para Milão que desagradaram os críticos. Transferiu-se para Nápoles - onde escreveu Otello - para dirigir o teatro São Carlos, onde, sob contrato, tinha que compor dramas, mas conseguiu permissão para continuar escrevendo sob encomenda. A partir de 1815, sob contrato com Barbaja, empresário do teatro Scala de Milão, da Ópera Italiana, de Viena e Nápoles, compôs durante oito anos nada menos que vinte óperas. Os italianos queriam uma comédia diferente, e Rossini fez, em treze dias, O barbeiro de Sevilha, cuja estréia, em Roma, a 26 de dezembro de 1816, foi vaiada; mas a partir da segunda apresentação, no dia seguinte, tornou-se o maior sucesso de toda a história do teatro musical, na Itália e no estrangeiro. Rossini tornou-se o autor de óperas mais representadas na Europa e o compositor mais célebre de sua época, preferido pelo grande público ao seu contemporâneo Beethoven, o qual conheceu em Viena. Falava-se de 'febre rossinesca'. Rossini considerava Maria Malibran, a melhor cantora da época. Mas casou-se com uma outra soprano importante, Isabella Colbran, e voltou com ela para Bolonha. Antes disso, conseguiu uma façanha: acabou com as aberturas tradicionais dos espetáculos de ópera, muito longas e distantes da trama. Devido o enorme sucesso de Semiramis, foi convidado a morar em Londres onde, em menos de cinco meses, ganhou a importante soma de 7.000 libras. Em 1823 aceitou um vantajoso contrato permanente com a Ópera de Paris, onde passou a residir e chegou a exercer altas funções honorificas, sendo entusiasticamente festejado. Compôs Guilherme Tell, a mais bela e mais completa manifestação do gênio de Rossini. Recebeu do rei da França os cargos de primeiro compositor do rei, e inspetor geral de canto, percebendo um salário de 20.000 francos anuais. Privilegiado pela facilidade de improvisação, esbanjou o seu talento comerciando a sua arte. Mas depois da revolução de julho de 1830 e dos primeiros sucessos de Meyerbeer, Rossini abandonou a capital francesa e a composição de óperas. Estava muito doente. A beira de um colapso nervoso, voltou para Bolonha. Só escreveu em 1832, um Stabat Mater, música sem muita importância, operística, que no entanto encontra até hoje admiradores, e uma missa que é bastante melhor. Perdeu a esposa em 1845 e, depois se casou com Olympe Pélissier, mulher que reunia a elite cultural em sua casa de Paris. Ela cuidou dele durante quinze anos, período em que quase não criou nada de importante. Em 1855 estava, de novo, em Paris, curado e ansioso para voltar a produzir. Compôs várias peças para piano e vozes, sempre com requinte. Rossini passou o resto da vida no ócio, dedicado aos prazeres da mesa, famoso por suas frases espirituosas e maliciosas, vindo a morrer em Paris a 13 de novembro de 1868, aproveitando as delícias da fama. Óperas cômicas - A alegre ópera A italiana em Argel (1813) foi eclipsada pelo sucesso enorme de O barbeiro de Sevilha (1816), que é até hoje a ópera mais representada na Itália e muito exibida no estrangeiro: merece isso pela verve da abertura e das árias, e pelo efeito irresistível das cenas cômicas. De Cinderela (1817), que é musicalmente mais séria, só sobrevivem algumas árias, modelos de bel canto, e de A pega ladra (1817) só a abertura. A música dessas obras é muito divertida, sem seriedade nenhuma, mas excelentemente adaptadas ao texto e, sobretudo, à ação dos cantores no palco. A contribuição principal de Rossini para a música de ópera é a exploração do elemento histriônico. Óperas sérias - No entanto, a ambição de Rossini foi a ópera séria, trágica, para a qual não tinha o mesmo talento. É digno de nota o fato de que as aberturas de suas óperas sérias poderiam muito bem figurar como introduções a óperas cômicas. Mas na época, Tancredo (1813) foi muito admirada, mais ainda Moisés no Egito (1818), que se afigurava aos contemporâneos espécie de oratório no palco. Mas também não se cansaram de ouvir Otello (1816) e Semiramis (1823), hoje totalmente esquecidos. Só A dona do lago (1824) teve, imerecidamente, menos sucesso. A grande obra séria de Rossini é a sua última ópera: Guilherme Tell (1829). A abertura é realmente um bom trecho de música. Mas na própria ópera, a "luta pela liberdade" parece-nos hoje travada como por soldados de chumbo. Os italianos, porém, descobriram e descobrem nessa obra os primeiros sinais do Risorgimento. O sucesso de Rossini - Guilherme Tell, assim interpretado, é uma exceção. A música de Rossini acompanha a época da Restauração, entre 1815 e 1830, e foi o divertimento predileto de uma sociedade frívola e deliberadamente apolítica. É por isso que Rossini conquistou triunfalmente a Europa, um "Napoleão da música", como disse Stendhal, que cometeu o erro de colocá-lo na mesma altura de Mozart. Balzac também o considerava o maior músico de todos os tempos, elogio que depois de 1830 já não tinha sentido. Crédito = http://www.classicos.hpg.ig.com.br/rossini.htm |
![]() | Eduardo Escalante (1937 - ) |