Sejam quais forem
os aspectos da música, ela é sempre
manipuladora das mais íntimas sensações - individuais
ou coletivas -
e de todo o mecanismo das emoções. Nesse sentido, o
compositor
avoca uma posição de responsabilidade: a sua música
tem o poder
de despertar e canalizar energias.
A música eleva, inspira, comove; mas pode, inversamente,
deprimir, agitar, conturbar.
Cabe ao compositor traçar caminhos. Sua meta mais sublime
será a de despertar os mais nobres sentimentos, depurar as
energias humanas, infundir o aprimoramento de seus semelhantes.
E o fará através do domínio da técnica,
do estilo, da estética.
Doando a sua obra musical - fruto da criatividade - ao acervo
da comunidade,
terá o direito à convicção de ter vivido
plenamente e
cumprido a sua missão no evoluir da humanidade.
Eduardo
Escalante
(15/01/04)