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Curso de Violão

Lição 3


 

 


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Prof. Giácomo Bartoloni"
Este trabalho contém informações básicas para o estudo do violão de uma maneira resumida e clara.

Leia com atenção todos os textos e tire suas dúvidas no decorrer das aulas, mas não se esqueça do principal: Tocar! Somente praticando em seu instrumento é que você irá compreender toda a teoria apresentada e poderá usá-la na sua totalidade.



Giácomo Bartoloni & Cláudio Sant'Ana
 


Teoria

Conversando sobre ritmo

A maneira mais fácil e natural de se definir o significado de ritmo é fazendo uma analogia com o pulsar do nosso próprio coração.
Segundo a nomenclatura técnica, o pulsar de nosso coração representa um compasso ternário, ou seja, ele pulsa sempre em três tempos (em dois ele bate e no terceiro descansa).
Logo, compasso é na música o agrupamento de dois ou mais sons - com uma determinada duração - resultando assim em um ritmo.

Fazendo uma simples analogia sobre o compasso...
Vamos supor que a divisão silábica represente o compasso: 2 sílabas - binário (geralmente, marchas, baião, etc.) 3 sílabas - ternário (valsa) 4 sílabas - quaternário (balada, canções, etc.).
Se você já entendeu o espirito da coisa podemos definir o ritmo mais tecnicamente como sendo uma sucessão de sons e silêncio (pausa) de uma maior ou menor duração de tempo que obedecem uma certa ordem e que se repetem continuamente no decorrer de um 'discurso musical'.
Para definir bem esta sucessão você deve identificar a silaba tônica que irá corresponder ao primeiro tempo (ou silaba) do nosso ritmo.
É através dela que você irá conseguir uma boa execução de sua música.
Esta sucessão de tempos poderá ser mais rápida ou mais lenta.
A este processo chamamos de andamento.

Tipos de Ritmos
Existem vários tipos de ritmos, desde os mais simples como a marcha, a valsa, o tango até os mais complexos e portanto difíceis de serem tocados, como o samba, a bossa nova, etc.
Quer o ritmo seja moderno ou mais tradicional, ele poderá ser escrito através de simbologias, embora em alguns casos necessitaremos de grafias mais complexas.
Para não assustar muito, vamos iniciar com o ritmo mais simples e natural que é a marcha.
É chamado de marcha justamente por ser um ritmo usado durante a marcha dos soldados durante as paradas militares ao longo de séculos.
As duas músicas das lições anteriores são neste ritmo.


Algo sobre a representação dos ritmos
Uma das características mais importantes dos cursos denominados 'populares' é o aprendizado dos diversos ritmos existentes, de modo que o aluno possa reconhecer o ritmo da música, sem cometer grandes fiascos.
Ou seja, seria muito engraçado sairmos tocando inadvertidamente uma valsa, como por exemplo 'O Danúbio Azul' como se fora uma polca ou um fox.
Parece quase impossível cometermos uma gafe desse quilate, porém se algum dia você for acompanhar um cantor cuja música a ser executada não for de seu conhecimento, será necessário saber corretamente que ritmo tocar.
Caso contrário você deixará o cantor em 'maus lençóis' e possivelmente ficará sem emprego.
Dentre as várias maneiras de se representar um ritmo a ser executado pela mão direita, vamos adotar para o nosso curso, a simbologia de vetores, por ser a de mais simples compreensão.
Esta foi a simbologia adotada nas duas primeiras músicas que você executou nas lições anteriores: P I
Note que o sentido do vetor indicará o movimento do Polegar (P) para baixo e do dedo indicador (I) para cima.
Seguindo-se a dedilhação acima apresentada, obteremos o ritmo desejado.

NÃO SE ESQUEÇA: Para a mão direita a nomenclatura é:
(P) = Polegar
(I) = Indicador
(M) = Médio
(A) = Anular

Continua no próximo número




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