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Tendo nascido na França em 1921, Roger Cotte escolheu desde cedo o caminho
da música. Foi Produtor da R.T.F. (Rádio e Televisão Francesa) de 1946 a
1977. Em 1983, além dos vários diplomas do Conservatório Nacional Superior de Música em Paris, obtém o título de Doutor "d'Etat" na Sorbonne. Leciona na Schola Cantorum (1958 a 1977), na Universidade de Reims (1974 a 1977), sendo também Chefe do Laboratório de Musicologia da Sorbonne, Paris (1963 à 1977). |
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Nesse período organizou um grupo de música antiga, apresentando-se em
São Paulo (capital e interior) (Mis, Masp, Aliança Francesa entre outros).
Consagra-se também à transcrição de obras musicais de Luiz XIII (rei
da França), J.J. Rousseau, Sébastien de Brossard, Fred Barlow e outros.
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Luterano de religião, foi um atuante e eficiente membro da Grande Loja
Maçônica da França e, no Brasil, da Grande Loja do Estado de São Paulo,
tendo também se especializado, nessa área, como pesquisador e intérprete
musical. |
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Recebeu os seguintes títulos honoríficos: Chevalier de l'Ordre National des Arts et Lettres (França -1977); Chevalier de l'Ordre des Palmes Académides (1980); Chevalier de l'Ordre Léopold II (Bélgica 1981). Marie Jeanne Calasans |
Em outubro passado, Roger Cotte recebeu homenagem póstuma no Café Literário da Livraria Francesa, com a realização de um concerto de música antiga do qual participaram Beatriz Chaves (flautas), Elizabeth Borges (viola da gamba), Eduardo Klein (flautas e violas da gamba), Luis Ramoska (fagote), Terezinha Shnoremberg (violino), Tiche Puntoni (cravo), Pergy Grassi (canto) e Marie Jeanne Calasans (recitante). Foram interpretadas obras de Marin Marais (1656-1728), Dietrich Buxtehude (1637-1707) e dos brasileiros Antonio José da Silva (1705-1739), José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), Luis Álvares Pinto (1719-1789) e anônimos da Bahia e São Paulo (séc. XVIII). Com a presença da viúva - Elizabete Ferreira da Silva - realizou-se exposição de instrumentos antigos da coleção particular de Roger Cotte. |
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