MÚSICA
NA ANTIGÜIDADE
DA ANTIGÜIDADE...


Matéria publicada na Folha de São Paulo (referência: 11/06/2006)
nos dá conta da declaração de um professor da Universidade de
Reading (Inglaterra).
Steven Mithen, cuja especialidade é a Arqueologia, concluiu que
"hominídeos que viviam entre 50 e 100 mil anos atrás utilizavam
a música como forma de comunicação e socialização
."

Embora o professor tenha tomado como exemplo
o homem de Neandertal
, é provável que a sua conclusão
seja válida para outros homens daquela época.
Isto porque, segundo estudos recentes, o homem de Neandertal
não é nosso ancestral - a ele os arqueólogos se referem
como um "primo distante".

O professor imaginou o neandertalense, diz o artigo,
cantando, dançando, pulando, emitindo sons.
A sua prática seria coletiva, e teria uma função social bem definida. Poderiam, talvez, esses sons, ser os antecedentes
dos mantras indianos, propiciadores de estados de êxtase interior. E, de certa forma, dos mitos que gerariam a religiosidade num futuro distante.

Diz a Folha de São Paulo que as conclusões do
Prof. Steven Mithen foram publicadas no livro
"The Singing Neanderthals: The Origins of Music,
Language, Mind and Body", editado pela
Universidade de Harvard.
A Agência Reuters, afirmou que o professor está
buscando o maior número possível de referências
que permitam elaborar com segurança hipóteses sobre a evolução da linguagem e da música.

Homem de Neanderal

Esta hipótese diverge daquela, já concebida como verdadeira, segundo a qual teria a música surgido
como conseqüência da evolução da linguagem e não co-existido com aquela.

Afirmou Mithen que, na sua busca, compilou o levantamento de outros antropólogos, paleontólogos
e neurocientistas. Concebe que o processo de comunicação foi holístico (1) e emocional.
Os sons - organizados (música) ou não - despertavam sensações interiores: estados afetivos.
Esses sons e essas sensações diversas teriam se firmado e criado sistemas que geraram
linguagens próprias.
Exemplo disso são as onomatopéias (2) presentes em todas as línguas antigas e/ou atuais.
Acrescenta ainda Mithen que a comunicação seria multimodal (utilização de sons conjugados
a movimentos) e ainda mimética (gestual).
Desse conjunto de sons e movimentos teria se gerado o fenômeno da comunicação explícita.

E ainda, pela descoberta de um universo interior, através da emissão de sons organizados,
a criação de mitos e crenças que geraram, também num futuro distante, as religiões.
Paralelamente, a arte da música.


Evolução

Notas: (1) (sintetização de unidades em totalidades organizadas - ref.: Dicionário Aurélio)
(2) (Palavras cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada [murmúrio, sussurro,
cicio, chiado, mugir, pum, reco-reco, tique-taque]. Ref: Dicionário Aurélio)

CONTINUAÇÃO = VER ARQUEOLOGIA 2


O HOMEM DE NEANDERTAL


O Neandertal foi uma espécie do género
Homo (Homo neanderthalensis) que
habitou a Europa e parte do oeste da Asia, entre aproximadamente 230.000 e 29.000 anos
(Paleolítico Medio e Paleolítico Inferior,
no Pleistoceno).

Estavam adaptados ao frio, como mostram seus grandes cérebros e seu curto mas volumoso
e largo nariz.
Essas características primárias (a seleção natural
nos climas frios) também se observam nas modernas povoações sub-árticas. Seus cérebros eram aproximadamente 10% maiores em volume do que
os dos humanos modernos.
Usavam ferramentas de pedra (cultura musteriense).
Aceita-se que tanto o neandertalense quanto o Homo sapiens evoluiram de um ancestral comum; mas a classificação dos neandertalenses depende da época em que ocorreu essa separação na linha do tempo.

(fonte: http://gl.wikipedia.org/w/index.php?title=Home_do_Neanderthal&redirect=no )



Pithecanthropus

Homo Erectus




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